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História e memória

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ACESSE AQUI a obra completa “Instituto de Química da UFRJ – 50 anos”, elaborada pelos Professores Júlio Carlos Afonso e Nadja Paraense dos Santos, na qual são abordadas toda a história dos primeiros 50 anos do IQ-UFRJ (1959 a 2009).
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Criação do Instituto de Química da UFRJ

O Instituto de Química da Universidade Federal do Rio de Janeiro (IQ-UFRJ) foi fundado no ano de 1959 durante a gestão do  Magnífico Reitor e ilustre historiador Professor Pedro Calmon, pela Resolução n.º 04, de 30 de janeiro de 1959, do Conselho Universitário da Universidade do Brasil.

A sua criação teve como objetivo precípuo implementar uma Unidade especializada na pesquisa e no estudo  da Química, área com uma grande carência de profissionais qualificados no país, à época.

Em seu artigo 1º, a Resolução definia bem o alcance e a finalidade do recém criado Instituto:

“Art. 1º – Fica criado na Universidade do Brasil, nos temos da letra h, do artigo 14 do seu estatuto, o Instituto de Química, destinado à pesquisa e ao ensino de Pós-Graduação de Química.”
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O primeiro Conselho Diretor provisório para a instalação e funcionamento do IQ foi empossado em 27 de julho de 1961, e sua composição foi formada pelos professores Athos da Silveira Ramos (Presidente), João Cordeiro da Graça Filho, Paulo da Silva Lacaz, Raphael Cresta de Barros e Raymundo Augusto de Castro Moniz de Aragão.
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A missão central desse conselho era implementar os procedimentos e meios necessários para que o Instituto começasse a funcionar, como, por exemplo, a elaboração, apreciação e aprovação um Regimento próprio cujo fim seria regulamentar as atividades e o funcionamento institucional de uma maneira geral.
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O primeiro Regimento do IQ foi aprovado pelo Conselho Universitário no dia 31 de janeiro de 1962. Esta norma possuía 26 artigos e 8 páginas e continha uma importante inovação: a promoção, coordenação e realização do Ensino da Química também no nível da Graduação, além da Pós-graduação,  no âmbito de toda a Universidade.
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Esse modelo propunha a integração do ensino básico em toda a Universidade, rompendo com a estrutura de que cada curso ou cada unidade detinha suas próprias disciplinas de uma determinada área do conhecimento. Merece destaque também a menção explícita de que o laboratório é a célula básica do Instituto de Química.
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Com isto, o oferecimento do curso de Química, através do qual havia a diplomação de bacharéis e licenciados em Química, até então sob a responsabilidade da Faculdade Nacional de Filosofia (FNFi), passou a ser do Instituto de Química. Anteriormente, a Faculdade Nacional de Filosofia oferecia, além dos cursos ordinários, cursos extraordinários, avulsos, de aperfeiçoamento, de especialização e de doutorado. Este último destinava-se ao estudo de matérias não inscritas nos cursos ordinários, ou à ampliação do conhecimento de disciplinas incluídas nesses cursos.
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As primeiras atividades formais do IQ iniciaram-se em 10 de fevereiro de 1962, por meio de uma portaria assinada pelo seu Diretor-presidente provisório, Professor Athos da Silveira Ramos, oficializando o início das inscrições para os cursos de mestrado em química orgânica e bioquímica.     
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Com a reestruturação da Universidade Federal do Rio de Janeiro, que não mais utilizou a denominação Universidade do Brasil, o Instituto de Química foi mantido pelo Decreto nº 60.455, de 13 de março de 1967 e constitui-se como uma Unidade vinculada ao Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza – CCMN / UFRJ..

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Pioneiro na Pós-Graduação brasileira, o Instituto de Química foi reconhecido já em 1969 como centro de excelência pelo Conselho Nacional de Pesquisas e credenciado em janeiro de 1972, pelo Conselho Federal de Educação.

O Instituto de Química é parte integrante do Centro de Ciências Matemáticas e da Natureza – CCMN, que reúne atividades de pesquisa, ensino e extensão nas áreas de Química, Física, Matemática, Geologia, Geografia, Astronomia, Ciências Atuariais, Estatística, Meteorologia e Informática, além de contar com o Núcleo de Computação Eletrônica (NCE). O Instituto de Química (IQ) organiza-se em cinco departamentos: Bioquímica (DBq), Físico-Química (DFq), Química Analítica (DQA), Química Inorgânica (DQI), Química Orgânica (DQO), além do Pólo de Xistoquímica “Prof. Cláudio Costa Neto”, integrado ao Departamento de Química Orgânica.

 

Pós-Graduação

Atividades de Pesquisa e Pós-Graduação no Instituto de Química da UFRJ

Como visto acima, a criação do Instituto de Química da Universidade do Brasil teve um caráter inicial eminentemente de Pós-Graduação e pesquisa. Pioneiro na Pós-Graduação brasileira, o Instituto de Química foi reconhecido já em 1969 como centro de excelência pelo Conselho Nacional de Pesquisas (Processo no 3003/69) e credenciado em janeiro de 1972, pelo Conselho Federal de Educação (Processos CFE no 1536/69 e MEC no 255062/71).

A produção científica dos docentes e pesquisadores do Instituto de Química está entre as mais expressivas do País. Centenas de artigos científicos são publicados a cada ano em periódicos indexados de alto índice de impacto. Nos últimos anos, patentes nacionais e internacionais têm sido depositadas por docentes do Instituto de Química.

O número de alunos matriculados nos programas de pós-graduação está em torno de 400 estudantes, muitos dos quais pertencem aos quadros de Universidades do Estado do Rio de Janeiro e de outros Estados.

A qualidade do corpo discente também é reflexo do Programa de Iniciação Científica desenvolvido no IQ. Os estudantes de Iniciação Científica frequentam os laboratórios de pesquisas do Instituto de Química na proporção de 03 (três) estudantes de Iniciação por 01 (um) de Pós-Graduação. Em 2005 o IQ celebrou a defesa de sua 1000ª tese, que aconteceu em 31 de março de 2005, considerando-se teses de mestrado e doutorado.

Atualmente o IQ-UFRJ oferece cursos de pós-graduação stricto sensu: mestrado e doutorado, e lato sensu nas diversas áreas de pesquisa da instituição e conta, atualmente, com os seguintes programas de Pós-Graduação:

O Instituto de Química é sede do Programa de Pós-Graduação em Ciência de Alimentos (Mestrado e Doutorado) de característica interdisciplinar e multi-institucional (Instituto de Química, Escola de Química, Instituto de Macromoléculas, Instituto de Ciências Biomédicas, Instituto de Microbiologia e Instituto de Biofísica, todos da UFRJ) constituindo-se na primeira atividade formal e integrada multicêntrica de formação de recursos humanos em Pós-Graduação e Pesquisa na área na UFRJ. Neste Programa, o Instituto de Química é o que apresenta participação do maior número de docentes, além da Coordenação Geral, sendo de grande interesse institucional apoiar e ampliar suas atividades.

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História da Ciência e das Técnicas e Epistemologia

O Programa HCTE surgiu há menos de uma década, iniciando-se de na COPPE e depois sendo oficializado como um programa transdisciplinar com a participação oficial de três unidades da universidade, a COPPE, o Instituto de Química e o Instituto de Matemática. Além disso, conta também com a participação de professores do Instituto de Ciências Biológicas, do IFCS, da UERJ e do CBPF, uma verdadeira integração na UFRJ.

Especialização em Ensino de Química – lato sensu – Seguindo a tradição na formação Ensino de Pós-Graduação, o IQ-UFRJ, desde 2008, começou a atuar, mais fortemente, na formação dos docentes de Química. Desta forma, o IQ-UFRJ almeja promover a pesquisa de novos materiais e metodologias para o Ensino de Química, auxiliar o professor no aprofundamento do seu conhecimento nas áreas de Química e Educação, e incentiva-lo a refletir e ampliar o debate sobre os papéis da Educação e, mais especificamente, do professor nos processos de transformações sociais e culturais da sociedade brasileira. Visa ainda, promover o estabelecimento de uma massa crítica de professores-pesquisadores capazes de catalisar a tão necessária transformação do Ensino de Química nas escolas brasileiras. Desta forma, com a transferência dos produtos tecnológicos e humanos deste curso para as escolas de Ensino Fundamental e Médio, o IQ-UFRJ cumprirá com o papel primordial de promover o desenvolvimento social, valorizando a educação como um bem público e um direito social.

Vários professores do Instituto de Química ministram aulas em nível de pós-graduação em diferentes Unidades do CCMN e de outros Centros da UFRJ, um reflexo da excelência de seus trabalhos e da competência técnica dos nossos docentes.